terça-feira, 28 de maio de 2013

Cemitério de boas Intenções.

Bastante chuva. Poucas lembranças, lembranças que talvez se apagarão com o tempo, com o tempo que podíamos estar produzindo outras e novas lembranças para o futuro. É, esse tempo é apenas cogitação do que poderia estar acontecendo, mas à vida não conspirou ao meu favor, como sempre. Me pego com toda essa incredulidade em relação as pessoas e me martirizo em pensamentos. Nada bom, mas é o que me acontece em alguns dias, não todos, tem lá às suas exceções. Me cercando por pensamentos meio que psicodélicos e alucinados, fecho os olhos e avisto um moço, nem sei onde estou, estaria eu sonhando?, sei lá. Ele se aproxima e pergunta o que eu desejo e um filme de sentimentos não muito bons começam a me persuadir, uma viagem. Então eu respondo: trás um cigarro, pra queimar esse frio aqui dentro de mim e fazer cinza de sentimentos ruins, trás uma bebida, pra me deixar inconsciente e esquecer esse orgulho, trás uma droga que possa me fazer acreditar que as pessoas ainda são diferentes. Diante disso, ele riu ironicamente e se desfez como fumaça. Minha cabeça doí, de repente me pego acordando, sobre uma rede, em uma varanda, olho à chuva lá fora e vejo que só foi mais um sonho daqueles meio que loucos. Me levanto e olho no espelho e vejo um cemitério de boas intenções, intenções às quais são dignas de uma nova história pra contar, com muitas lembranças a produzir, com muito fogo para aquecer  essa velha alma inacabada.




 – Nayani Teixeira

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